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O CORAÇÃO DO TEATRO PARANAENSE PAROU |
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LALA SCHNEIDER |
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28/02/2007
- O Coração do Teatro Paranaense parou
A manhã desta quarta-feira foi uma manhã mais triste, pois nela calou-se o riso mais sincero do Teatro Paranaense, a nossa grande dama Lala Schneider nos deixou.
A atriz Lala Schneider (80 anos), era a maior referência do nosso teatro, e já foi considerada uma das cinco melhores atrizes do Brasil.
Seu primeiro trabalho no palco, em 1950, foi O Poder do Amor, para o teatro de adultos do SESI. Fez parte de inúmeras montagens do Teatro do Estudante do Paraná, que ajudou a fundar ao lado de Armando Maranhão, Ary Fontoura e outros grandes nomes de nosso teatro , durante sua atuação junto ao TEP, Lala ganhou diversos prêmios em festivais nacionais.
Atuou em inúmeras peças pelo Teatro de Comédia do Paraná, inclusive na peça inaugural Um Elefante no Caos, de 1963. Entre as montagens do TCP, atuou em Colônia Cecília (1984) e Noite na Taverna (1989), ambas sob direção de Ademar Guerra e em Os Incendiários (2000), com direção de Felipe Hirsch, e dirigiu Flô em Palácio de Urubus (1993).
Foi premiada com o Troféu Gralha Azul na categoria Melhor Atriz em 1984-1985 (Colônia Cecília) e em 1992-1993 (O Vampiro e a Polaquinha).
Em 1994, o diretor e ator João Luiz Fiani inaugurou seu teatro com o nome de "Teatro Lala Schneider", em homenagem à atriz, que Fiani sempre considerou sua grande mestra e que teve a honra de dirigir no ano de 2001 no espetáculo "Cem Anos, o musical", baseado na obra de Gabriel Garcia Márquez e que fez parte da mostra oficial do Festival de Teatro de Curitiba daquele ano.
Em 2004, Lala Schneider recebeu do Centro Cultural Teatro Guaíra, a Medalha Comemorativa dos 50 anos do Guairinha (Auditório Salvador de Ferrante), homenagem concedida às personalidades que fizeram parte da história do teatro paranaense. Também em 2004, Lala ganhou o prêmio de melhor atriz no festival de cinema de Gramado com o filme "Vovó Vai Ao Cinema"
Para 2007, Fiani planejava levar ao palco o espetáculo ESMERALDA, A VIDA DE LALA SCHNEIDER, uma biografia sobre a atriz, que inclusive tomaria parte do elenco, mas que infelizmente, será apenas uma homenagem póstuma.
Além do grande público, Lala deixa muitas saudades para uma casta de atores, atrizes e diretores por ela formados e que hoje se sentem como que perdendo uma verdadeira mãe.
Fundação Teatro Lala Schneider [28/02/2007] |
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