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Quinta feira, 24 de Julho de 2008 

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O BÊBADO

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 Serviço

O Bêbado 
Comédia teatral escrita, dirigida e interpretada por Fábio Silvestre.

Duração: uma hora.

Estréia dia 01 de julho de 2006 sempre aos Sábados e domingos de julho às 21 horas
no Teatro Lala Schneider
Rua 13 de maio, 629. 

Ingressos:
R$ 20,00,
R$ 15,00 (bônus) e
R$ 10,00 para estudantes, classe artística, clube do assinante Gazeta do Povo e maiores de 65 (Melhor idade).

Informações: 3232-8108

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 O Espetáculo


Teatro Lala, aqui me tens de regresso! 

O BÊBADO voltou! Ele voltou novamente. Como diz a letra de Boemia, canção símbolo de Nelson Gonaçalves, O Bêbado, comédia escrita,dirigida e interpretada pelo ator e humorista Fábio Silvestre retorna ao palco do Lala para mais uma temporada em julho. 
A peça já foi assistida por mais de 25.000 pessoas em suas 139 apresentações e é um dos maiores fenômenos de popularidade do teatro paranaense dos últimos anos. Prova disso é que o espetáculo está entrando em temporada em São Paulo no Teatro Crowne Plaza todas as quartas do mês de junho e julho. 


Sobre a peça 

Numa mesa de bar, um homem embriagado narra suas histórias a um interlocutor imaginário, a quem ele chama de "doutor". Nessa longa conversa, o bêbado - personagem criado e interpretado pelo ator e humorista paranaense Fábio Silvestre - discorre, de modo quase delirante, sobre uma variedade enorme de assuntos: futebol, casamento, Shakespeare, alcoolismo e até sobre o Programa Brasileiro do Álcool. 
A cada caso contado, a cada idéia exposta, entra em cena um novo personagem de Silvestre. Rebeca, um travesti do interior, dá uma palestra para a associação de moradores de um bairro; o ex-ator pornô Paulo Peroba, em depoimento ao Alcoólicos Anônimos, fala sobre sua impotência sexual; e o pastor João Jonas ensaia, com o público, a criação de uma poderosa corrente redentora. 
Mesclando comédia, poesia e até uma pequena dose de drama, Fábio Silvestre criou, com O Bêbado, uma peça que explora, de maneira simples e direta, uma série de possibilidades dramatúrgicas e interpretativas que permitem à platéia apreciar um espetáculo inteligente e dinâmico, apesar do cenário estático em que se desenrola. 


Sobre a produção 

Quando concebeu a peça O Bêbado, o ator, diretor e humorista Fábio Silvestre sabia que o seu projeto não se enquadraria, de forma alguma, na categoria das superproduções. Tudo teria que ser calculado na ponta do lápis. Feitas as contas, entre figurinos, cenários e divulgação, ele acabou torrando R$ 45. Desse total, R$ 40 foram gastos em um brechó, na compra de um terno cinza. Em outro brechó foi adquirido um par de sapatos pretos, por R$ 3. Os sapatos precisaram passar por uma revisão no sapateiro, e lá se foram mais R$ 2. E mais nada. Todo o resto da peça foi feito com material reaproveitado ou emprestado de amigos e apoiadores. Na época da estréia essa gigantesca produção foi feita em parceria com a Cia Os Comediantes de João Luis Fiani. 

Para o público, a simplicidade da montagem teria que ser compensada pelo talento do ator que, sozinho, ocuparia o palco durante uma hora, e pela qualidade do texto que sustentaria o espetáculo. Acabou dando certo. A estréia de O Bêbado aconteceu no teatro Lala Schneider, em março de 2003. Foram dois fins de semana de sucesso. Seguiram-se 17 novas temporadas, com 139 apresentações. Revezaram-se mais de 25 mil espectadores, que fizeram da peça um dos maiores fenômenos de popularidade da história do teatro paranaense. 


Sobre Fábio Silvestre 

No fim dos anos 80, Fábio Silvestre estreou no teatro interpretando um pequeno papel na peça No Natal a Gente Vem Te Buscar, de Naum Alves de Souza. E ouviu, impávido, da boca de um comunicador ponta-grossense, a primeira crítica construtiva de sua carreira: "Você tem voz de caqui marrento". Comentário inesquecível, sem dúvida, mas que não chegou a abalar o jovem ator. Na verdade, Fábio ainda não estava certo do que queria ser ou fazer nesta vida. Tinha tempo para pensar. E tentaria ainda várias outras profissões, antes de resolver investir de vez na carreira artística. 

Assim, em Ponta Grossa, sua terra natal, começou trabalhando numa loja de artigos esportivos. Mas foi demitido ao entrar no serviço, distraidamente, com os sapatos sujos de lama. Depois, foi fiscal de passagens e cobrador de ônibus intermunicipal. Conheceu, em pouco mais de um mês, cerca de 90 cidades paranaenses. Em seguida, tentou o exército. Mas acabou não servindo. Já em Curitiba, buscando novidades, tornou-se garçom no extinto bar Penny Lane, tocado pelos roqueiros da banda Blindagem, onde também ensaiava algumas performances humorísticas. Também foi garçom em Balneário Camboriú. E garçom na Taberna dos Templários, no Largo da Ordem. E decorador de vitrines na extinta Mesbla. 

Nessas idas e vindas, perdeu tempo e dinheiro, mas ganhou bastante experiência. Viu muita coisa e conheceu muita gente. Voltou a Ponta Grossa, sua terra natal, disposto a começar de novo. Fazendo o quê, ainda não sabia. Mas algo lhe dizia que a carreira artística e teatral era a sua praia. Caçula de seis irmãos, filho de um assistente de laboratorista e de uma dona de casa, Fábio nasceu no dia 23 de agosto de 1970. Data em que se comemora o aniversário de Nelson Rodrigues. "E o Dia do Artista", faz questão de lembrar, sempre. 


Insight 

Certa vez, lendo o livro Trinta Anos de Mim Mesmo, de Millôr Fernandes, grande influência e divisor de águas em sua vida, teve um insight. Resolveu escrever os seus próprios textos. Assim, compôs o espetáculo Um Flash de Nós Mesmos, que permaneceu em cartaz por dois anos, em Ponta Grossa. Paralelamente, no Café Poesia, casa concorrida da sua cidade, ele começou a se apresentar como o Humorista da Capa Preta. Outro sucesso. A boa resposta do público o estimulou a voltar para Curitiba, estudar teatro e profissionalizar-se na área. 

No início dos anos 90, Fábio ingressava na FAP (Faculdade de Artes do Paraná). Primeiramente, cursou Licenciatura em Educação Artística. Depois, Bacharelado em Cênicas. Na faculdade, Silvestre descobriu seu talento para a direção e formalizou seu ingresso no meio teatral curitibano. Logo arranjou um papel na peça Carrasco do Sol, de Peter Schaffer, montada pelo Teatro de Comédia do Paraná em 1992 - ano em que, por questões de praticidade, passou a se vestir somente de preto e branco, mania que cultiva até hoje. No TCP, ele conheceu, entre outros, João Luiz Fiani, com quem trabalharia, mais tarde, na primeira peça da bem-sucedida série A Casa do Terror, de 1995. 


Entre o drama e a comédia 

A carreira de Fábio Silvestre sempre se caracterizou pela diversidade dos papéis que interpretou como ator, pela multiplicidade - estética e temática - das montagens que dirigiu e dos textos que escreveu. Dedicou-se tanto ao drama quanto à comédia. "Nunca gostei de ficar vinculado a esse ou àquele tipo de teatro", explica. "Sempre quis fugir dos encaixes." Entre os muitos espetáculos de que participou, até 1997, estão Agora É Que São Elas, de Paulo Leminski; O Cavaleiro Inexistente, de Italo Calvino; e A Falecida, de Nelson Rodrigues. A comédia, então, andava em segundo plano. Ou melhor, era mantida em estado latente. Mas Fábio não se preocupava com isso. Para tudo havia um tempo. "O drama trabalha com a concentração, com o interno", diz, explicando que, na época, para aprimorar-se como ator, dedicava-se a estudar e praticar o gênero dramático. "A comédia é para fora. Mas é um gênero absolutamente técnico e racional." 

Fábio Silvestre ainda precisava montar um espetáculo diferente, só seu, extremamente autoral e de difícil classificação, para poder encerrar aquele primeiro e excelente capítulo de sua carreira. E com O Fio - peça existencialista escrita, produzida, dirigida e estrelada por ele, em 1997 -, isso aconteceu. Grande sucesso de público e de crítica, o espetáculo acabou vencendo quatro prêmios no Festival Internacional do Mercosul: melhor ator, melhor espetáculo, melhor iluminação e melhor cenário. A montagem lhe rendeu, enfim, o tão almejado "status de ator". 

Na seqüência, outros sucessos viriam: A Menina Que Queria Ser Drag Queen, de Karin Schwarz; Doutor Gargalhada e a Trupe da Saúde, "especializada em exame de chulé", espetáculo apresentado para crianças em cinco hospitais curitibanos; e Amor Cachorro, uma Novela Mexicana, na qual Fábio contracenava com um cão. Aliás, por meio de concorridos testes de elenco - em cada uma das 40 cidades que acolheram a montagem -, escolhia-se um novo astro canino para o papel. Os cachorros, temperamentais, nem sempre se revelavam grandes atores. Mas sempre agradavam. 


Casa cheia 

Em 2003, finalmente, Fábio Silvestre estreou o seu espetáculo cômico O Bêbado. Cenário simples e texto enxuto, concluído no dia da estréia (escrever rápido e reescrever suas falas é outra das características de Silvestre). E seguiram-se três anos de casa cheia. A peça - na qual o ator exibe alguns de seus melhores personagens, como o pastor João Jonas, o travesti Rebeca e o ex-artista pornô Paulo Peroba - já foi vista por 25 mil pessoas em Curitiba. Entre elas, o humorista Diogo Portugal, que prontamente o convidou a participar, como integrante fixo, do seu Cabaret, espetáculo de humor e stand-up comedy que, todas as terças-feiras, há dois anos, lota a platéia da casa noturna curitibana Era Só o Que Faltava. 

Outros personagens têm enriquecido a já vasta galeria de tipos criados por Fábio Silvestre. Há o "comerciante de ervas medicinais" Arlindo Beleza; Déverçon, o surfista de Colombo (município da região metropolitana de Curitiba), sucesso também no Orkut; um Garçon do Gato Preto, um motorita de ligeirnho e Ariosvaldo Pança, ex-técnico da seleção brasileira olímpica de truco, entre outros. Pança é um sucesso principalmente nos shows que Silvestre oferece a grandes empresas em todo o país, como HSBC, Shell, Seara, Petrobras, Losango e Cocamar. 


Na internet, visite www.fabiosilvestre.com.br.


INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA: 

Nume Comunicação 
nume@nume.com.br 
www.nume.com.br
(41) 3023 6600 
Ítalo Gusso (41) 9972 0891 
Luís Henrique Pellanda (41) 9914 0051

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 Equipe Artística e Técnica

Comédia teatral escrita, dirigida e interpretada por Fábio Silvestre.

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 Elenco

FÁBIO SILVESTRE - www.fabiosilvestre.com.br

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 Fotos

fotos: divulgação  

 

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 Histórico - Temporadas Anteriores

>> O Espetáculo "o Bêbado" também esteve em cartaz no Teatro Lala Schneider em 2003, 2004 e 2005.

>> de 01/07/2006 a 01/10/2006:
Teatro Lala Schneider (sábados e domingos às 21:00).
 

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