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Quinta feira, 24 de Julho de 2008 |
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O AUTO DA COMPADECIDA |
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Serviço |
o Espetáculo | Elenco |
Equipe Artistica e Técnica
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O AUTO DA COMPADECIDA. Texto de Ariano Suassuna, direção de Marino Jr. Clássico da dramaturgia brasileira. O julgamento de alguns canalhas do sertão nordestino, para o exercício da moralidade. Com Marino Jr., Joel Vieira, Nane Narineski, Matheus Zucolotto, Jader Alves, Beatriz Gualberto, Marcelo Capone, Anderson Ribas, Anna Rafaela Bacila, Raphael Lobo, Joel Vieira, Sônia Bacila. Circuito Cultural banco do Brasil
- Curitiba.
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Dias 29 e 30 de outubro de 2005 as 19h00.
Teatro Guaíra - Auditório Salvador de Ferrante.
Ingressos:
R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia-entrada) + 2Kg de alimento não-perecível.
Os alimentos serão recolhidos no local do evento. Parte da renda e a totalidade dos alimentos recebidos serão destinados ao Programa Fome Zero, do Governo Federal. Clientes com cartão Banco do Brasil também pagam
meia.
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O Espetáculo |
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O AUTO DA COMPADECIDA
CLÁSSICO BRASILEIRO SE APRESENTA NO CCBB - CURITIBA
EM MONTAGEM DA CIA. MÁSCARAS DE TEATRO
Estréia neste sábado, abrindo a programação de teatro adulto do Circuito Cultural Banco Brasil - etapa Curitiba, a montagem profissional de
"O AUTO DA COMPADECIDA", clássico da dramaturgia brasileira, escrita originalmente em 1955 por Ariano Suassuna. A montagem é da Companhia Máscaras de Teatro e apresenta o diretor Marino Jr. que buscou novas referências cômicas e subtextos da peça de Suassuna.
Segundo palavras do próprio texto a peça é sobre "o julgamento de alguns canalhas entre os quais um Padre, um Bispo para o exercício da
moralidade". Assim começa a história de João Grilo e Chico, descritos pelo autor como personagens picarescos. No texto pode-se sentir a força poética e popular, a religiosidade que ela transmite, a simplicidade dos diálogos, que segundo o próprio autor são referências associadas ao povo nordestino e seu apego a Deus e seu grande medo do Diabo, além da peculiar
"macheza" do homem nordestino típico. A estrutura teatral perfeita oriunda da "commedia dell´arte" e os vários tipos vivos fazem desta obra um exemplo raro na dramaturgia brasileira.
Tudo gira em torno de uma dupla de pobre-coitados, João Grilo e Chicó, que é obrigada a fazer de tudo para conseguir ganhar seu sustento. Para sorte de Chicó, Grilo é um sertanejo extremamente inteligente e possuidor de uma presença de espírito inigualável. Para sorte de Grilo, Chicó é um sertanejo ingênuo, mas confiante e sempre disposto a participar dos esquemas armados pelo amigo. Quando o Padeiro da pequena cidade de Taperoá resolve contratar o dois como ajudantes é a vez do Padre ser enganado: o maniqueísta nordestino arranja uma forma de levá-lo a benzer a cachorrinha de sua patroa - e até mesmo a enterrá-la 'em latim'. As coisas começam a se complicar um pouco quando o Bispo aparece na cidade para inspecionar a paróquia e descobre tal armação. Tal presença ilustre leva o Grilo a praticar novamente arte da persuasão contra este também. Como em comédia nada termina bem antes do fim, aquilo que ninguém esperava acontece. A invasão de Severino do Aracajú e seu bando que acabará por revelar as verdadeiras personalidades daqueles que terminarão por enfrentar o julgamento divino.
O grupo de personagens criados por Ariano Suassuna não é apenas maravilhosamente divertido; é, também, hábil ao representar praticamente todos os principais grupos sociais de um país notório por suas contradições neste âmbito: temos a pequena burguesia (o Padeiro e sua esposa); o clero (Padre João e Bispo); o poder político (o Major); e, é claro, a população predominantemente pobre e servil (João Grilo e Chicó). O Auto da Compadecida não é, portanto, apenas uma farsa divertida, mas um grande retrato crítico de nossa sociedade e das hipócritas relações estabelecidas entre seus membros (onde há uma grande diferença entre benzer a cachorrinha de um padeiro e a de um major, por exemplo).
"Vemos os típicos personagens nordestinos, mas imbuídos do tipo bem brasileiro. Que é a maneira típica de dar conta do recado sempre com o tradicional
jeitinho", reflete Marino Jr. diretor do espetáculo. Marino recebeu uma bolsa de estudos do MEC dentro do programa
"ApArtes" da CAPES e entre 2002 e 2003 especializou-se em commedia dell´arte, na Itália. Lá esteve por um ano realizando apresentações em Parma, Reggio Emilia, Turin e Roma. Além disso foi assistente de direção da ópera cômica
"Il Turco In Itália" de Rossini, com produção do Teatro Lírico e Chieti em Abruzzos. Foi aluno
"uditore" do Piccolo Teatro di Milão, e realizou cursos na Universidade "La
Sapienza" de Roma. Em Curitiba junto com a Cia Máscaras de Teatro e com o Teatro Lala Schneider de João Luiz Fiani, já produziu mais de 30 espetáculos e esteve em cena em mais de 40 produções locais.
A peça foi selecionada pela curadoria do evento que é patrocinado pelo Banco de Brasil. O espetáculo teve uma curta temporada no mês de janeiro no Teatro Lala Schneider. A nova temporada do Guairinha traz muitas novidades, com o próprio Marino Jr., encarnando o anti-herói João Grilo.
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Marino Jr., Joel Vieira, Nane Narineski, Matheus Zucolotto, Jader Alves, Beatriz Gualberto, Marcelo Capone, Anderson Ribas, Anna Rafaela Bacila, Raphael Lobo, Joel Vieira, Sônia
Bacila. |
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Texto de Ariano Suassuna
Direção de Marino Jr |
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