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Nem Freud Explica no Teatro Cleon Jacques
Estréia nesta sexta-feira, 01/agosto, dentro do projeto de difusão cultural da Fundação Cultural de Curitiba, no Teatro Cleon Jacques, o espetáculo NEM FREUD EXPLICA, da Cia. Máscaras de Teatro, para uma temporada de 4 semanas.
O espetáculo que brinca com as terapias tradicionais e as relações entre pacientes e analistas, contando a história de Frederico, homem atormentado por um problema incomum: todos que olham para ele morrem de rir.
O espetáculo escrito por João Luiz Fiani está em cartaz há 8 anos, sempre com grande sucesso em todas as temporadas, não só em Curitiba, mas em outras cidades e estados.
"NEM FREUD EXPLICA" é uma crítica clara a todas as teorias psicanalíticas. Freudianas, Jungianas, Behavioristas e outras que constituem toda a psicologia moderna. A concepção dessa comédia de João Luiz Fiani remete-nos a concepção do teatro do absurdo e foi toda fundamentada em pesquisas do autor, que sempre teve vontade de escrever um espetáculo para brincar e satirizar as situações vividas pelos pacientes e terapeutas.
O espetáculo estreou no ano de 2000 no Teatro José Maria Santos e já fez várias temporadas sempre com sucesso de público e crítica. Fez apresentações em Recife-PE no Teatro Guararapes para uma platéia de quase 3.000 pessoas. No Teatro Guaíra em Curitiba lotou várias temporadas.
Classificado pela GAZETA DO POVO como "UMA COMÉDIA INTELIGENTE", (crítica anexa) o espetáculo conta a história de Frederico, um jovem com um problema incomum: todos que olham para ele MORREM de rir!
Com produção da Cia Máscaras de Teatro o texto de João Luiz Fiani, leva ao palco, as relações e loucuras de um paciente e seu analista. "É uma crítica às teorias Freudianas, Jungianas, Behavioristas e outras que constituem toda psicologia moderna", explica o autor. A concepção da comédia, que remete ao teatro do absurdo, foi toda fundamentada em pesquisas realizadas pelo autor durante os últimos seis meses. "Sempre tive vontade de brincar e satirizar as situações vividas pelos pacientes e terapeutas. Aí surgiu a idéia de me projetar no palco analisando um sujeito que desperta este instinto incontrolável de rir. Escrevo textos para que atores consigam transmitir o riso às pessoas. Por que não parar e escrever algo sobre isso, uma comédia sobre isso?" diz o autor, que se considera satisfeito com o sucesso do espetáculo.
Para o ator Marino Jr. que interpreta Frederico a peça é uma verdadeira terapia. O ator tenta com sua interpretação fazer com que o público entenda o que é uma pessoa, comum, ter um problema destes. "Nós atores somos pessoas comuns, e às vezes estamos tristes e temos de fazer rir. Nem todos os palhaços, comediantes, ou atores do mundo são pessoas alegres no seu dia a dia. É um barato mexer com tais sentimentos" analisa Marino Jr, que comemora o carinho recebido do público que assistiu ao espetáculo.
O ator Marino Jr esteve fora do Brasil estudando comédia. Vencedor em 2002 de uma bolsa de estudos do programa ApArtes do Ministério da Educação o ator viveu por um ano na Itália, onde se especializou em comédia dell'arte. No FTC deste ano
foi responsável pela direção de "DON JUAN" de Molière e também pelo monólogo "WERTHER", adaptação de Paulo Venturelli para a obra de Goethe que concorreu ao prêmio de MELHOR ESPETÁCULO DE 2006, no Troféu Gralha Azul.
O autor e diretor João Luiz Fiani que na trama interpreta o Dr. Benjamin, responsável pelo "tratamento" do garoto está envolvido em outros vários trabalhos. Assina a adaptação e direção de "O VAMPIRO CONTRA CURITIBA" de Dalton Trevisan e prepara mais duas comédias dirigidas ao público do Teatro Lala Schneider. Um remake de "EU QUERO SEXO" sucesso que tradicionalmente estréia no FTC e "FANTASMA DA ÓPERA - A COMÉDIA", para o horário da meia-noite.
"O texto de João Luiz Fiani fala de um sujeito para quem o simples olhar
desnuda mais o que olha do que o olhado. Um olhar, tão simples que
identifica os traumas de ambos confundindo e desarticulando a noção
de identidade.
Trata-se de um trauma que analista e paciente se enxergam refletidos um
no outro, e não vêem diferenças num aspecto, o da impossibilidade de
compreensão.
Encontram-se diante do escorregadio e deslizante da psique humana, do
indefinível, por isso absurdo, que caracteriza a dimensão humana.
Assim, o texto denuncia, com fino humor, a ilusão objetiva do
esclarecimento, lançando uma vigorosa suspeita sobre a possibilidade de
compreensão da dimensão humana."
Francisco Veradi Bocca
Doutor em Filosofia da Pscicanalise pela UNICAMP |
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